Domingo, Junho 28, 2009

Alcácer do Sal acolhe projecto de 600 milhões

Alcácer do Sal vai receber um projecto turístico de 600 milhões de euros, num "conceito inovador" de "rural chique", que combina hotéis e aldeamentos turísticos com passeios de charrette, vinicultura, golfe, desportos náuticos e observação de animais selvagens.
A Barrosinha Nature Farm Resort é um projecto do grupo Imovia, que se vai localizar na Herdade da Barrosinha, em Alcácer do Sal, numa área de dois mil hectares junto ao Rio Sado e que prevê criar mais de 600 postos de trabalho directos e cerca de 1600 indirectos.
O empreendimento, dirigido ao "segmento médio/médio alto", alia as componentes "rural, agro-industrial, agro-pecuária e agro-florestal à componente urbana, situada na Vila da Barrosinha e à componente turística".

Quinta-feira, Março 12, 2009

Maioria dos portugueses prefere Portugal em 2009

Cerca de 55 por cento dos portugueses preferem Portugal como destino de férias em 2009, enquanto que 44,53 por cento escolheram o estrangeiro, destancando-se Espanha, Brasil e França como preferenciais, segundo um estudo hoje apresentado.
«O estudo revela-nos que as pessoas vão viajar tanto ou mais do que em 2008 e que vão manter o consumo médio ou até aumentá-lo, preferindo destinos mais próximos em Portugal», disse à Lusa Miguel Júdice, vice-presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP).
A AHP apresentou esta amnhã aos jornalistas os resultados do estudo TTT (Tourism Think Tank) «Viagens dos Portugueses em 2009», realizado em parceria com a MultiDados, e que antecipa as intenções de compra de viagens pelos portugueses este ano.
Algumas das conclusões do relatório final apontam Espanha como destino internacional preferido pelos portugueses para as suas viagens, com 8,56 por cento na primeira escolha, seguindo-se Brasil e França com 7,94 por cento e 4,94 por cento, respectivamente.
In, diariodigital.pt (12-03-2009)

Domingo, Março 08, 2009

Agências de viagens resistem à crise na Páscoa

Os portugueses continuam a aproveitar a Páscoa para tirar uns dias de férias e, apesar da crise, as agências de viagens contactadas pela Lusa registam uma procura semelhante ou até superior à Páscoa de 2008.
Os destinos no topo das preferências dos «turistas pascais» são Cabo Verde, Brasil, Algarve ou Madeira.
A Agência Abreu e a Top Atlântico (grupo Espírito Santo Viagens), duas das mais representativas do mercado, estão receber pedidos de viagens «ao nível de 2008», mas na Soltrópico o número de passageiros que já comprou bilhetes quase duplicou face à Páscoa do ano passado.

«As reservas estão a decorrer normalmente», disse à agência Lusa, o administrador da Top Atlântico, Helder Alves, acrescentando que «o número de pessoas reservadas se encontra dentro dos objectivos, o que quer dizer em linha com 2008».
Na Agência Abreu, «depois de um início tímido, as reservas estão a avançar a bom ritmo» e chegam ao nível do ano passado, disse à Lusa fonte da empresa que considera os resultados «positivos face à actual conjuntura».

Portugueses continuam a procurar o sol
Da parte da Soltrópico, a imagem transmitida pelo director de Marketing e Logística, Tiago Serras Rodrigues, é mais animadora pois aponta para uma subida de 91 por cento no número de passageiros com reservas para viajar na Páscoa, na comparação com 2008.
Um total de 1.674 passageiros já reservou viagens de Páscoa na Soltrópico, disse Serras Rodrigues.
Quanto aos destinos, com ou sem crise, os portugueses continuam a procurar o sol, optando na maioria por Cabo Verde e pelo Brasil, nas deslocações mais longínquas e, quando se ficam por Portugal, pelo Algarve e Madeira.
In, http://www.tvi24.iol.pt/economia/portugal-pascoa-turismo-viagens-viajar-ferias/1047821-1730.html (08-03-2009)

Quarta-feira, Março 04, 2009

Portugal desce dois lugares no índice de competitividade turística

Portugal desceu dois lugares no índice de competitividade no sector do turismo, passando da 15.ª para 17.ª posição. No ano passado o turismo português tinha subido sete lugares na lista feita pelo Fórum Económico Mundial (FEM), que analisava 130 países, em vez dos actuais 133.
In, Publico.pt (04-03-2009)

Grupo Pestana investe 25 ME em Berlim

O Grupo Pestana anunciou que vai investir 25 milhões de euros numa unidade hoteleira em Berlim. De categoria 4 estrelas superior, o novo hotel tem abertura prevista para o primeiro trimestre de 2011.
O projecto, anunciado por ocasião da visita do Presidente da República à Alemanha, representa um novo passo na internacionalização do grupo hoteleiro madeirense. Esta será, aliás, a segunda unidade da marca Pestana num país europeu além de Portugal – a primeira será o Pestana Chelsea Bridge (Londres), com inauguração prevista para Outubro deste ano.Em fase de licenciamento e com o início das obras previsto para este Verão, o Pestana Berlim situa-se num dos melhores bairros da cidade e vai contar com 137 quartos e 5 suites, serviços de Spa, restaurante, bar e seis salas de conferência com todas as facilidades para eventos.
Para José Roquette, Administrador do Grupo Pestana para a Área de Desenvolvimento, “o Pestana Berlim tem um elevado valor estratégico por ser a terceira capital europeia em que entramos, depois de Londres e Lisboa. Sendo os mercados alemão e inglês os principais emissores de turismo para Portugal, com óbvias sinergias comerciais, consideramos a presença da marca Pestana nestes países uma primeira etapa da afirmação europeia”.
In, Turisver.com (04/03/2009)

Terça-feira, Março 03, 2009

Hotéis consomem menos energia

O consumo de energia nas unidades hoteleiras em Portugal reduziu-se nos últimos dois anos ao terem sido adoptadas medidas como o uso de lâmpadas de baixo consumo ou sistemas automáticos de iluminação, segundo um estudo divulgado este domingo.
O estudo «Boas práticas ambientais nos hotéis e pousadas» foi desenvolvido pelo Turismo de Portugal e resulta de um inquérito a 481 estabelecimentos hoteleiros nacionais realizado em 2008.

O documento analisa como evoluiu, nos últimos dois anos, a gestão da energia, da água e dos resíduos nos hotéis e pousadas. O próximo inquérito terá lugar em 2010.
95% usa lâmpadas economizadoras
Segundo o estudo, uso de lâmpadas economizadoras é a medida mais generalizada, posta em prática por 95 por cento dos estabelecimentos inquiridos, seguindo-se o uso de iluminação automática (em 85 por cento dos edifícios).
Nos últimos dois anos, 72 por cento dos estabelecimentos implantaram estratégias para reduzir o consumo de energia.
Toalhas: consumo de água diminui
O facto de quase 80 por cento das unidades deixarem ao critério dos clientes quando devem ser recolhidas as toalhas e lençóis usados permitiu reduzir em muito o consumo de água para lavagem de roupas.
Quase metade dos estabelecimentos introduziu, ainda, sistemas automáticos e eficientes de rega e 25 por cento dos hotéis e pousadas já reutiliza as águas de qualidade inferior na rega e em lavagens.

A Madeira, o Centro e Lisboa são as regiões mais sensíveis à necessidade de uma gestão eficiente da água.
Separar para reciclar é também, segundo o estudo, uma tendência crescente junto destas unidades.
90% fazem recolha selectiva dos resíduos

Em 90 por cento colaboram na recolha selectiva dos resíduos (contra 80 por cento em 2006), a que se junta a redução de detritos gerados, já que 3/4 das unidades optaram por não disponibilizar produtos descartáveis aos clientes.
De acordo com o estudo, a crescente adesão dos estabelecimentos a medidas que reduzem a sua pegada ecológica e se enquadram na estratégia nacional de desenvolvimento sustentável também coloca Portugal na vanguarda neste domínio.
Publicada no ano passado, a nova legislação dos Empreendimentos Turísticos estabeleceu critérios de sustentabilidade ambiental destes estabelecimentos (como a certificação ambiental ou a disponibilização de espaços verdes) que poderão vir a ter relevância no respectivo processo de classificação, ou seja, no número de estrelas que serão atribuídas a cada unidade hoteleira.
Está também em preparação a legislação para regulamentar as boas práticas ambientais dos empreendimentos e actividades turísticas em áreas protegidas.
Um dos pontos fulcrais será o acompanhamento dos projectos que incluem campos de golfe e a verificação dos respectivos mecanismos de consumo de água.

Resultados do Turismo Português sustentados face a 2007

As receitas do Turismo totalizaram 7500 milhões de euros em 2008, um crescimento de 1,7% em relação a 2007 (mais 128 milhões de euros), o que permitiu sustentar os resultados recorde alcançados nesse ano, revelou hoje o Banco de Portugal.
Apesar de um segundo semestre fortemente influenciado pela crise económica internacional, os resultados do ano turístico acabaram por ser melhores do que o esperado com o número de hóspedes a crescer 1%, para 13,5 milhões, e os proveitos de aposento reforçados em 1,6% (1322 milhões de euros). Registou-se uma redução ligeira das dormidas (de 1,5%), que ficaram nos 39,2 milhões.
O mercado nacional foi dos que melhor resistiram a este contexto económico. O número de dormidas estabilizou nos 13 milhões e quase metade dos hóspedes (47,1%) eram residentes. No Algarve, o número de hóspedes portugueses cresceu 2,5%, o que se reflectiu num aumento de 4,1% nas dormidas de residentes.
Os portugueses foram responsáveis por um terço de todas as dormidas – enquanto em Espanha os residentes geram 42% das dormidas –, o que revela um grande potencial por explorar. O Turismo de Portugal lançou esta semana, em conjunto com os parceiros do sector privado e as Entidades Regionais de Turismo, uma campanha de promoção dirigida aos turistas nacionais, para que privilegiem os 13 destinos regionais nas suas férias e fins-de-semana.
Os mercados francês (mais 91,6 milhões de euros), brasileiro (mais 55 milhões de euros) e holandês (mais 28 milhões de euros) foram os que mais contribuíram para o aumento das receitas. Em sentido inverso, o mercado britânico foi um dos que mais sentiu a desaceleração da procura.
Espanha, apesar de afectada pela recessão, continua a ter em Portugal uma extensão natural do seu mercado interno. Em 2008, as receitas dos turistas espanhóis aumentaram 9,2 milhões de euros, totalizando 1092 milhões de euros.O desempenho do Reino Unido, principal mercado emissor, afectou sobretudo o Algarve, com impacto na redução de 5,6% das dormidas de estrangeiros. Esta conjuntura está já a ser combatida com a maior campanha de hard selling dos últimos anos em parceria com os principais operadores do mercado (TUI, Thomas Cook e Cosmos) e companhias aéreas, dirigidas ao consumidor final e às agências de viagens.
As acessibilidades também constituem uma das prioridades do Turismo de Portugal. Os bons resultados da região Norte (com o aumento de 4,1% das dormidas de estrangeiros) e da Madeira (onde as dormidas de estrangeiros cresceram 4,8%) estão directamente relacionados com a performance do transporte aéreo, com destaque para as companhias low-cost, que reforçaram o número de passageiros em 20,1% em 2008 e já representam mais de um terço de todos os voos. No ano passado desembarcaram mais 630 mil passageiros nos aeroportos nacionais, um crescimento de 6%, para os 11,2 milhões.
O surgimento de três novas rotas, a operar pela TAP a partir de Junho entre Lisboa e Varsóvia, Moscovo e Helsínquia, permitirá tirar partido do bom desempenho que os mercados polaco, russo e finlandês já revelaram durante 2008, quando registaram dos maiores crescimentos relativos em termos de dormidas. Para 2009, a aposta passa por continuar o esforço suplementar de captação de turistas, através de um investimento de 30 milhões de euros, seguindo estas quatro linhas de acção: o reforço do turismo interno, a realização de campanhas junto dos operadores, a captação de novas rotas e frequências aéreas e o aumento das taxas de ocupação dos voos com destino a Portugal.
Fonte: Turismo de Portugal (19/02/2009)

Quarta-feira, Outubro 22, 2008

Primeiro hotel low-cost em Portugal

Abriu no Porto o primeiro hotel low cost português. Uma parceria do grupo Hotti Hotéis e da construtora Soares da Costa, o Star Inn quer dar resposta às exigências dos «novos viajantes», os mesmos que viajam nas companhias de baixo custo e que aproveitam um fim-de-semana para visitar uma cidade.
O Star Inn funciona no mesmo sistema das companhias aéreas low cost. O preço base é de 29,99 euros para o quarto individual, mas pode aumentar até aos 69,99 euros consoante a antecedência da reserva.
Durante uma visita guiada aos jornalistas, sem inauguração oficial, porque até nestas coisas o hotel é low cost, Manuel Proença, presidente do grupo Hotti Hotéis, entidade responsável pela gestão do Star Inn, explicou o conceito. « O nosso lema é: O luxo é por nossa conta. Porquê pagar mais? O Star Inn tem o conforto de um hotel de três estrelas, sem os luxos desnecessários», disse.
O essencial está incluído no preço... tudo o resto é pago à parte
O hotel disponibiliza internet gratuita, ecrã LCD nos quartos com vários canais via satélite e ar condicionado. Mas não pense que encontrará uma banheira ou bidé na casa de banho, porque segundo o responsável, «são coisas que normalmente ninguém usa» e por isso não fazem parte do Star Inn.
O pequeno-almoço, bem como serviços como kits de higiene pessoal, são pagos à parte, mas sempre adaptáveis ao que o cliente quiser. «O nosso menu de pequeno-almoço custa 5 euros, mas os hóspedes podem pedir apenas um café e um croissant e claro, pagam apenas o que consumirem», explicou o responsável.
A área da restauração é aliás a mais inovadora do hotel. Semelhante às estações de serviço, está aberta 24 horas por dia, em serviço self-service.
No quarto, com uma dimensão agradável, a simplicidade é a palavra de ordem, mas há pormenores que saltam à vista, como a existência de fichas na secretária e a Internet por cabo, separada do cabo telefónico, o que permite aos hospedes trabalhar mais facilmente.
Segredos do low cost
«Este hotel é low cost desde o projecto. Os materiais utilizados são baratos, embora de qualidade. O mobiliário é da IKEA, o que permite que, além de ser barato tenha qualidade e design que pretendíamos», adianta o responsável.
Com 206 quartos, o hotel conta apenas com 10 funcionários, os restantes serviços são contratados a empresas, o que permite poupar nos custos e logo, que o cliente pague menos pelo quarto.
Além de ter recebido apoio inserido no QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional), a empresa conseguiu uma enorme poupança no facto de não ter de construir o edifício de raiz. O que é agora o Star Inn era a sede da empresa Soares da Costa. Pelo meio ficou uma remodelação de cinco milhões de euros.
A parceria entre a Soares da Costa e a Hotti Hotéis pretende que este seja apenas o primeiro dos dez hotéis low cost em Portugal no prazo de dez anos. Aveiro e Lisboa deverão albergar hotéis neste conceito.
In, diario.iol.pt (22/10/2008), por Sara Marques

Segunda-feira, Agosto 25, 2008

Jogos Olímpicos falharam expectativas da hotelaria em Pequim

Após um entusiasmo natural face aos Jogos Olímpicos e consequente alta de preços, os hotéis de Pequim acabaram por cortar bastante nas tarifas para seduzir quem se deslocou à cidade para assistir aos Jogos. Excesso de concorrência e procura abaixo do esperado são as causas apontadas.
Segundo o site hotels.com, que reservou em Abril quarto num hotel de Pequim para a época dos Jogos, em Agosto, pagou um preço médio de 504 euros, mas quem esperou por Junho pagou apenas 158 euros. Em Julho a situação melhorou um pouco, com 182 euros, mas muito longe do esperado. Além de factores como algum excesso inicial nos preços, seguido de concorrência exacerbada, a causa principal é uma procura abaixo do esperado. As estimativas mais recentes apontam para 400 a 450 mil visitantes estrangeiros na cidade durante Agosto, quando o ano passado foram 420 mil, sem Jogos Olímpicos. No Hotels.com os “bons negócios” em destaque para Agosto em Pequim começam em 36 euros por noite em 3 estrelas, 40 em 4 estrelas, e desde 105 euros para cinco estrelas.
In, N.A. Turisver (25/8/08)